Voltando no
tempo, lá para trás, muitos anos atrás, quando bem criança, vendo minha avó
bordando e minha mãe fazendo crochê/tricô, resolvi aprender.
Mal sabia
segurar uma agulha, lembro bem as espetadas que eu dei no dedo e minha mãe
brava que eu era pequena demais para mexer com agulhas. Tudo bem, a vontade era
muito grande e eu continuei, sozinha, espetando os dedos e peguei uma calcinha
minha e fui bordar. Lembro que eu consegui fazer uma linha, torta, mas tinha
conseguido fazer ela... fiquei tão feliz e comecei a imaginar o que eu poderia
fazer com aquela linha. Então imaginei um varal de roupa. E, com muito
sacrifício eu bordei uma camiseta e uma calça meio que pendurado naquele tal
varalzinho de roupas. Foi um passo muito grande, uma vitória, pois eu tinha
apenas 6 anos de idade. Levei correndo aquela obra de arte para mostrar para
minha vó e minha mãe, foi então que eu consegui conquistar a confiança delas
para que pudessem me ensinar a fazer artesanato. Aprendi a costurar, bordar, crochê e alguns
pontos de tricô. Via junto com a minha mãe uns programas
de artesanato... e assim ia... aprendendo e fazendo algumas coisinhas.
Foi então, depois de
alguns anos, que comecei a fazer uns bichinhos de lã, depois fui incrementando
e aperfeiçoando até que no colégio, as meninas se interessaram, aí eu vendi uns
dois. Cheguei em casa toda faceira e me empolguei a fazer mais. Usava as sobras
das coisas da minha mãe, tipo lãs, linhas e pedacinhos de tecido. Ela me
ajudava a fazer, me dava ideias... e assim foi indo, aguçando meus dons pelo
artesanato.

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